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Aqui vou só referir 3 viagens, embora todas tenham contribuido de alguma maneira para aumentar este meu apetite e esta minha vontade de conhecer o mundo

 

  • A primeira, uma espécie de vá para fora cá dentro, Transportugal, têm tudo o que se quer numa viagem, desconhecido, o medo de falhar, o prazer de descobrir lugares pouco frequentados e de uma beleza imcomparável, o criar laços de amizade que ainda hoje perduram, foram 9 dias de Bicicleta em competição, 1.200 km do extremo norte, Bragança até ao extremo sul, Sagres, onde o sofrimento também esteve presente, mas também o sentido de realização e sem dúvida uma experiência marcante

 

  • A segunda, Transiberiano, uma viagem de comboio com começo em Pequim, paragem na Mongólia e várias paragens na Sibéria até chegar ao destino, Moscovo, primeira e até agora a única viagem de comboio, 8.000km em 20 e poucos dias, sem dúvida uma experiência que não vou esquecer, adormecer no comboio, uma espécie de cama de embalar, e acordar noutra cidade, o contacto com os outros viajantes, como as 2 grandes Holandesas, mãe e filha que ficaram na nossa carruagem e que entre as duas a balança provalmente acusaria uns 200 kg, podem imaginar o meu panico quando tive de empurrar uma delas para o beliche de cima, ainda hoje não estou recuperado de tamanho esforço :)  dentro e fora do comboio, acampar num local idilico e acordar ao som de cavalos selvagens, ser convidado para partilhar comida e dormidas nos Yurts, lar dos nómadas Mongóis, a chegada e partida nas estações Russas onde após o o primeiro choque ao olhar para o placar de embarque e ver os carácteres que não são de todo meus conhecidos, enfim tudo o que se quer numa viagem

 

  • Viagem ao encontro do meu irmão e da sua cara metade, Teresinha. Fomos ter com o meu irmão, que na altura estava a fazer a sua viagem à volta do mundo e combinamos fazer, eu e a minha Mãe, Perú, Argentina e Chile, não sei se foi as saudades, pois nunca tinhamos ficado tanto tempo separados, ou os destinos, mas foi especial. No Perú andamos por Lima, depois Cuzco e o mágico Machu Picchu com toda a sua energia, acho que é impossivel não sentir algo divino quando estamos lá em cima, acabamos no sul em Puerto Maldonado e dai para Tambopata uma reserva em plena selva amazónica, seguimos para o País que há muito queria visitar, Argentina, começamos em Buenos Aires, dancei tango, comemos boa carne, visitei o Caminito, Recoleta e mais, dai voamos para o sul e ficamos em Bariloche, uma pequena estancia de ski, como era verão não havia neve, mas não nos impediu de fazer inúmeras actividades como, descer pistas de ski de bicicleta com mi madre, rafting de nivel 4, com a minha Mãe a alinhar em tudo, ganhou a alcunha de mãe radical, também passamos uns dias em Puerto Manzano, um local idilico com casas de montanha com bonita arquitectura e com vistas para o lago e a montanha com neve nos picos, recomendo vivamente. Seguimos para o Chile, apesar de já termos os bilhetes de avião para Santiago, decidimos fazer uma alteracção de última hora, aproveitar e fazer a Patagónia Argentina e a Chilena de carro e apreciar a paisagem de montanha e os seus lagos, boa decisão, fomos directos a Puerto Montt, depois Ilha de Chiloé, onde Isabel Allende, no livro " O caderno de Maya" diz viverem Sereias, diabos e barcos fantasmas, subir até Santiago, Viña del Mar onde ficamos num hotel agradável bem junto ao oceano pacifico com uns simpacticos vizinhos que estavam a trabalhar para o bronze, uns simpacticos Leões Marinhos e Valparaiso, casa de Pablo Neruda. A capital Chilena têm um lado que me atrai em poucas horas pode ser estar a fazer ski ou na praia, embora com isto também se tenha o problema da poluição, pois o ar circula com dificuldade.